quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

sábado, 22 de janeiro de 2011

Dextra: Vídeo Legendado: O testemunho terrível de uma das ...

Dextra: Vídeo Legendado: O testemunho terrível de uma das ...: "Em 31 de outubro deste ano, um grupo de MUÇULMANOS terroristas invadiu um igreja católica em Bagdá, manteve reféns todos os fiéis por cerca ..."

segunda-feira, 18 de maio de 2009

O DESENVOLVIMENTO DESIGUAL DOS PAÍSES

Sempre nos preocupou saber a razão ou razões porque o Brasil e os EUA, que começaram o seu desenvolvimento quase ao mesmo tempo, se distanciaram tanto nos aspectos sociais e econômicos.
Analisando os fatos da História e da Economia, como Max Weber e David Landes nos orientaram, chegamos à conclusão que a razão principal para esse distanciamento está nas diferenças de mentalidade: nos EUA a mentalidade reinante nos primeiros temos era a mentalidade protestante, produtiva, científica, séria e democrática dos imigrantes europeus que lá aportaram, enquanto no Brasil prevalecia a mentalidade católica, franciscana, hipócrita, distributiva, teocrática, aristocrática e esclavagista dos povos latinos que aqui se estabeleceram. Procurando assim entender como essa diferença de mentalidades levou a tão grandes disparidades de níveis de vida, buscaremos identificar o que fazer para retomar o caminho e tentar ganhar o tempo perdido.
É patente como o pensamento da maioria das pessoas é contraditório, pois muitas mentem, matam ou roubam, mas depois vão à igreja pedir perdão dos seus pecados e se sentem libertas da culpa... Se há a justiça divina, implacável e certeira, então para que serve a justiça dos homens? Lembre-mo-nos do caso do “moto-boy” criminoso dos parques de São Paulo, um assassino frio e confesso de mais de dez mulheres jovens, que numa entrevista na prisão, onde passa confortável e tranquilamente os seus dias, afirmou que “agora sou um homem novo e limpo, salvo de todos os pecados por deus” depois que um padre o tinha confessado e absolvido de seus crimes...
Comprovando esse modo de pensar, podemos encontrá-lo diariamente em pessoas presumivelmente responsáveis e educadas, como os juizes e fiscais depredadores, os políticos corruptos, os criminosos de “colarinho branco”, os assassinos com curso superior, os parlamentares que violam impunemente a ética parlamentar, os padres pedófilos, e outros.
Procuraremos também abordar mais além os problemas internos do homem, as deformações da psique, causados pelas crenças religiosas: ética desviada, violência descontrolada, desorientação ideológica, alienação dos objetivos.

Introdução do livro "Mentalidade escolástica ou científica?"

“Ideologias e modos de pensar errados nos levam, certa e inevitavelmente, a ações e resultados incorretos e indesejáveis” Spencer.

A situação atual e futura do mundo, embora muitos procurem ignorá-la ou minimizá-la, é muito crítica e perigosa.
As restantes florestas estão sendo derrubadas, a poluição das águas e da atmosfera é cada vez maior, a camada de ozônio está diminuída, o efeito estufa provoca o aquecimento global, sérias mudanças climáticas estão em curso, as reservas de matérias-primas se esgotam rapidamente, a população mundial continua num crescimento explosivo de cerca de 80 milhões de novos habitantes por ano, com o previsível aumento da miséria, da violência, do tráfico de entorpecentes, da corrupção e de outros males, principalmente nos países atrasados. Nações ricas em potencialidades mas mal geridas, continuam subdesenvolvidas e cheias de problemas, os quais se arrastam há séculos, sem soluções visíveis.
Se não equacionarmos e solucionarmos os problemas do mundo, o mais depressa possível, poderemos chegar a um ponto de irreversibilidade, de não retorno, onde a catástrofe anunciada acontecerá certamente...
No Brasil os problemas são semelhantes aos dos outros países sub-desenvolvidos e as soluções aplicadas também se assemelham, mas sem resultados satisfatórios.
Durante milênios os homens deixaram-se conduzir por ideais e teorias, quase sempre apresentados com uma atraente moldura poética e baseados em imutáveis princípios religiosos, felizmente, na maior parte das vezes, com um fundo na prática da vivência histórica dos povos. Por deduções sucessivas e sobre esses princípios eles edificaram gigantescas e complicadas estruturas mentais, pelas quais se guiavam e guiam, como são as mitologias gregas, egípcias, romanas, as religiões, etc. Quando aparecia algum problema para ser respondido, automática e imediatamente se buscavam as soluções fora do próprio homem, nos videntes, nos livros sagrados, nas revelações divinas... Por exemplo, no modo de pensar escolástico, tradicionalmente usado por religiosos e conservadores, parte-se sempre de princípios intocáveis, da afirmação do Homem como ideal, como criatura divina e perfeita, para se chegar, por deduções sucessivas, onde ele está hoje, como ele é agora, o homem real, cheio de defeitos e limitações, o pecador, o anjo caído a ser recuperado.
Este livro procura fazer uma análise mais aprofundada da atual mentalidade dos povos, da mentalidade popular em geral e em particular no Brasil, do modo tradicional de pensar e de encarar a vida dos cidadãos comuns, pois é no pensamento das pessoas que está a origem das ações. Sempre antes de qualquer ação, da maioria das ações pelo menos, há uma análise prévia do que se vai passar depois.
Com exemplos e casos reais do dia-a-dia da vida, procuraremos ilustrar como os pensamentos errados e sem lógica das pessoas podem levar aos maus atos, a impasses e a desastres no comportamento das sociedades.
Por isso, se me permitem, logo aqui no início deste livro, queria deixar um alerta ao leitor: quando, em algum lugar, encontrar alguma opinião ou raciocínio que choque a sua maneira regular de pensar, não se irrite e não desista, vá em frente e, com calma, reflita sobre esse assunto. Verá que talvez a nossa crítica não esteja assim tão errada como logo de início lhe pareceu. A maioria das vezes, as verdadeiras causas dos acontecimentos não são muito fáceis de identificar, pois elas se encontram lá bem no fundo dos fenômenos, escondidas atrás de muito entulho mental, de preconceitos arraigados e de muitas pseudocausas... As respostas simples para problemas complexos são muito atrativas, e nem por isso deixam de estar erradas... Se a descoberta das verdadeiras razões dos problemas fosse fácil, o mundo e a Humanidade certamente não estariam nesta atual e triste situação... Já alguém disse que “pensar corretamente e com lógica é um dos fenômenos mais raros que existem”...
Com este livro procuraremos também levar a atenção do leitor para diversos problemas com os quais o Homem se debate há muitos séculos e cujas soluções não estão sendo atingidas plenamente, exatamente por perseguirmos e insistirmos em idéias e pensamentos alienados e errados. A maioria das pessoas tem quase sempre, na ponta da língua, uma desculpa automática para a maioria dos problemas que afligem o mundo, com frases feitas e mil vezes repetidas, com causas superficiais e mal definidas, dentro dos padrões tradicionais do pensamento e continuando assim persistindo nos erros. “Ah, o atraso do Brasil é devido ao colonialismo português...” ou “Acabando com a miséria e o desemprego, automaticamente acaba a criminalidade...” ou “Só com mais educação se termina com a violência...” e mais outras falácias que pouco acrescentam às reais necessidades da vida social. As ineficazes soluções propostas e teimosamente aplicadas pelos governos e pelos políticos socializantes, como “politicamente corretas”, seguem também esses padrões conservadores, tornados normais e aceitáveis pela repetição mas quase sempre com resultados cada vez mais insatisfatórios e mais longe dos objetivos.
Afinal quem são os governantes e os políticos duma nação, senão uma amostra das suas elites e do seu povo em geral? Muitos desses representantes da população somente praticam o conhecido “empurrar com a barriga”, ou o “vamos deixar como está para ver como fica...” que é como que continuar a dar um mesmo remédio a um doente que, em vez de apresentar melhoras, piora da saúde, ou então parecem tentar curar a tuberculose com comprimidos de aspirina...
Se nós desejamos mudar o rumo do mundo e também do Brasil, temos de mudar a maneira de pensar das pessoas, corrigir a mentalidade do povo, modificando os princípios que regem o pensamento comum...
Com ajuda dos atuais conhecimentos técnicos e científicos, aplicados no desenvolvimento sócio-econômico das sociedades, poderemos construir uma sociedade sadia, próspera, cooperativa e pacífica, onde todos possam viver de modo sustentado e satisfatório, melhor talvez até que nos paraísos prometidos pelos religiosos. É uma questão de querermos, é uma decisão política de inteligência. Mas essa ação tão urgente e necessária, como todos os atos humanos, depende do modo de raciocinar das pessoas, da sua mentalidade. E é essa mentalidade média, desavisada, alienada, retrógrada e paralisante, vigente nos países críticos, que é necessário modificar.
Assim, julgar certo, raciocinar lógica e cientificamente é uma técnica que se consegue depois de muito estudo e prática, de muita experiência de vida. E claro, com muita vontade de acertar e de mudar...
É isso que procuraremos explanar aqui neste blogg.

Um pouco de História

A História da Humanidade pode ser considerada como um movimento geral das sociedades humanas em busca do bem estar e da riqueza. Atrás de uma guerra ou de algum feito histórico importante há sempre, escondido ou visível, um objetivo de busca pela riqueza e tranqüilidade social, quase sempre atrelado a determinado desenvolvimento do conhecimento. Os exemplos são muitos: as tribos que ocupavam os melhores terrenos mas que estavam ainda no tempo da pedra lascada, foram vencidas pelas que descobriram como fazer armas de bronze; estas por sua vez foram derrotadas pelos povos que usavam armas de ferro; depois os que utilizaram armas de fogo de carregar pela boca foram vencidos pelos que descobriram armas com carregamento mais eficiente e rápido pela culatra; e depois os que usaram barcos de aço movidos a máquinas a vapor derrotaram os que usavam barcos de madeira e à vela; e assim por diante. Donde o grande interesse pelos cientistas e tecnólogos que tudo isso descobriam e aplicavam. O progresso social e material foi quase sempre impulsionado pelo desenvolvimento tecnológico e científico das sociedades.
Com os gregos e romanos, o mundo seguia um modo de vida muito ligado à Natureza, de gozo dos bens terrenos, de alegria de viver. Podemos constatar essa visão do mundo dessas sociedades através da sua arte, da sua religião e do seu modo de atuar: os banhos, as festas, os espetáculos, as libações, as guerras, a educação da juventude, o teatro, a literatura, etc.
Com o avanço paulatino do domínio das forças naturais pelo Homem, através das descobertas tecnológicas greco-romanas da medicina, da agricultura, da mineração e da pecuária, surge um vigoroso impulso no crescimento populacional dos grupos humanos, que começam inchar e a se concentrar em grandes cidades, principalmente nas áreas do Oriente e do Mediterrâneo. Nos campos e nas minas, milhões de escravos eram mantidos numa situação cada vez mais degradante, violenta e explosiva. Surgem então as terríveis fomes e epidemias, que juntamente com as guerras, revoltas e tiranias, fizeram do mundo de então algo muito sofrível e indesejável. Spartacus é um caso bem típico das revoltas dos escravos contra a opressão do Império Romano. Nesse contexto de insegurança e fragilidade da vida, nascem então as religiões messiânicas e alienantes, prometendo a vida farta, saudável e sem dificuldades num paraíso extraterreno, depois da morte, portanto depois da saída deste horrível mundo de sofrimento, deste “vale de lágrimas”. Numa seqüência, apareceram, o confucionismo e o budismo no Oriente e depois o cristianismo e o islamismo, no Médio-Oriente, levando a Humanidade para uma fase de fuga da realidade, de misticismo poético, de mortificação, de alienação profunda. Tudo na Sociedade se guiava pelos desígnios divinos, as leis da conduta humana estavam escritas nos livros sagrados, a vida era somente uma passagem necessária e sofrida pela Terra, os princípios morais eram ditados segundo a vontade de Deus, só pensar em gozar os prazeres da vida já era considerado pecado, um sacrilégio... Por isso, a Idade Média, que durou 1000 anos, aproximadamente de 400 a 1400, foi chamada de “a noite dos dez séculos”, os dez séculos perdidos na felicidade e no desenvolvimento da Humanidade...
A Renascença europeia, que aparece no século XV, nos principados do norte da península itálica, enriquecidos pela intermediação no comércio da populosa Europa com o Oriente, marca o início do fim desse período negro medieval, e representa uma retomada da alegria de viver dos gregos e romanos, uma volta à Natureza, um retorno ao Humanismo e aos prazeres da vida na Terra. As artes e as ciências se desenvolvem, começam as descobertas marítimas de outros continentes e de outros povos. Gutenberg descobre a imprensa que permitirá que as pessoas leiam livros e se instruam. A Bíblia, sempre proibida e escondida pelo Vaticano nos porões dos conventos, passa a ser traduzida, pelos protestantes, do latim para as línguas européias e lida por milhares de pessoas. O aparecimento do movimento libertário de revolta contra a opressão das tiranias medievais, semi-esclavagistas e controladas pela Igreja Católica, e que toma o nome de Reforma e leva no seu bojo, como nos mostrou Max Weber, o florescimento da economia de mercado, da Democracia e da pesquisa científica, foi o passo seguinte no desenvolvimento dos europeus, principalmente os dos países do Norte. É então que surge a violenta reação da hierarquia católica, despótica e retrógrada, a chamada Contra-Reforma, através da revitalização da Santa Inquisição, agora designada como Santo Ofício, o qual, pela interferência pesada nas máquinas estatais, conseguiu travar o progresso sócio-econômico e manter os países latinos no atraso medieval, do qual só recentemente se estão libertando através da integração européia e da globalização das sociedades.
Os países que conseguiram se livrar do domínio papal, através de sangrentas guerras, desenvolveram-se social e cientificamente e se democratizaram. Os povos que abraçaram o protestantismo, como escandinavos, alemães, ingleses, americanos e holandeses passaram a encabeçar o progresso do mundo.
A igreja cristã primitiva, baseada que era nas massas miseráveis de escravos e semi-escravos da Ásia e da Europa, tinha sido popular e democrática no início do seu desenvolvimento, enquanto não tinha chegado ao poder, que então estava nas mãos dos romanos, aliás respeitadores da liberdade de culto dos diversos povos dominados. Depois que o cristianismo foi assimilado e aceito pelos poderosos e se tornou a religião oficial do Império Romano, no século IV, iniciou-se aí uma milenar e feroz perseguição aos que tinham outras religiões, através da Inquisição, das Cruzadas, etc. Não esqueçamos que o último “herege” queimado pela Inquisição foi em 1876 e o último “index” do Vaticano de livros proibidos foi publicado em 1961...
A Igreja Católica de hoje, com o objetivo de sobreviver e adaptar-se aos novos tempos, devido à parcial perda de seu poder político e ao recrudescimento democrático das massas, procura de novo recuperar o espaço perdido para outras crenças, aparecendo como a protetora dos pobres e como a defensora dos direitos humanos, que ela tanto espezinhou, durante séculos e séculos. É o lobo escondido debaixo duma pele de cordeiro...